Com toda tensão acumulada voltei a menstruar, entrei na menopausa a 12 anos, assim busquei um ginecologista, fiz mais uma bateria de exames e foi diagnosticado um aumento do útero, por isso seria necessário retirá-lo juntamente com o ovário, pois com o tratamento a base de hormônio, poderia causar complicações futuras.
Mais uma vez meu mastologista mostrou seu lado humano, encaminhando uma carta ao colega ginecologista, pedindo que me operasse com urgência para não atrasar meu tratamento de quimioterapia.
Fiquei muito apreensiva com mais uma cirurgia que tive que fazer com 21 dias de operada da mama, com muitas histórias de pessoas que já tinham feito esse tipo de cirurgia. Acabei ficando muito tensa, mas com o apoio de toda minha família, tive muita força e encarei com muita fé.
Mais uma vez a cirurgia foi um sucesso, minha recuperação foi excelente e só fiquei internada por 24hs, esse foi mais um momento de muita alegria para mim e meus familiares.
Após a cirurgia, a peça cirúrgica foi levada para realizar uma biopsia e um dia antes de dar início a meu primeiro tratamento de quimioterapia para mama, minha filha Iandra pegou o resultado da biopsia do útero e ovário, o qual foi diagnosticado um Adenocarcinoma Endometrióide bem diferenciado com grau nuclear 1 e grau arquitetural 1, enfim mais um Cancêr, agora de endométrio. Esse foi um momento muito doloroso para todos da família, tive medo de estar em mais algum órgão comprometido, liguei para meu mastologista que mais uma vez me tranquilizou, dizendo que com a cirurgia de retirada do útero o problema já havia sido resolvido.
No dia seguinte, já no dia de minha primeira quimioterapia, levei o resultado a meu Oncologista, o qual me confirmou não precisar de tratamento específico, por ser grau 1, foi um alívio. E assim dei início a minha primeira sessão de quimioterapia mais confiante.
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